




| Posse de novos Inspectores Judiciais |
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Conforme extracto publicado em Diário da República (II Série, n.º 217, de 09.11.2009), por deliberação do Plenário do Conselho Superior da Magistratura, de 06 de Outubro de 2009, foram nomeados Inspectores Judiciais, em comissão de serviço, por um período de três anos: Os novos Inspectores Judiciais tomaram posse no dia 17 de Novembro de 2009, no Auditório do Conselho Superior da Magistratura, m sessão presidida por Sua Excelência o Presidente do STJ e do CSM, Juiz Conselheiro Dr. Luís António Noronha Nascimento e secretariada pela Juíza-Secretária do CSM, Juíza de Direito Dra. Maria João Vasques de Sousa e Faro. Discurso de Sua Excelência o Vice Presidente do CSM Juiz Conselheiro Dr. António Nunes Ferreira Girão ![]() Exmo. Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e do Conselho Superior da Magistratura
Exmos. Des. Pedro Maria Cardoso Gonsalves Mourão Des. Isabel Maria Manso Salgado Des. Nelson Paulo Martins de Borges Carneiro Dr. Eduardo José Oliveira Azevedo Excelências, O Conselho Superior da Magistratura (CSM) tem sido visitado por delegações estrangeiras para as quais a sua estrutura e modo de funcionamento constitui um exemplo a seguir, designadamente a nível de inspecções. Também a nível de cooperação com os países de expressão de língua portuguesa (CPLP) decorreu, logo a seguir à visita albanesa, um mini-curso sobre o tema das inspecções, com quatro Senhores Juízes da Guiné-Bissau, sob a superior orientação do Desembargador Cunha Barbosa e com a competente e generosa colaboração de três senhores Inspectores Judiciais: a Desembargadora Assunção Raimundo e os Desembargadores Mário Morgado e Alziro Cardoso. Vão V.Exas. incorporar e enriquecer o corpo inspectivo do CSM na sua importantíssima tarefa de levar mais perto dos nossos jovens juízes e juízas a presença do Conselho, em todas as suas vertentes - desde a fiscalizadora até à do apoio institucional -, cada vez mais necessário nestes complicados tempos em que os Juízes são chamados a deslaçar as corruptas e promíscuas teias que se vão entretecendo em alguns sectores da sociedade. Não é fácil ser juíz e, por maioria de razão, não é nada fácil ser inspector de juízes. E é certo que este esquema não prevê nem impõe que logo à terceira avaliação - muitas vezes sem que, sequer, o inspeccionando tenha perfeito os 10 anos de serviço regulamentarmente previstos - se proponha, automaticamente, a notação máxima. Não tenho dúvidas que V.Exas., com a vossa experiência e comprovada competência, ireis desempenhar exemplarmente o cargo para que acabastes de ser empossados, enriquecendo, como já disse, o quadro inspectivo do CSM. Muitos parabéns e as maiores felicidades são os meus sinceros votos. António Nunes Ferreira Girão DISCURSO EM REPRESENTAÇÃO DOS INSPECTORES JUDICIAIS
Exmo. Senhor Presidente
Exmo. Senhor Vice-presidente Exmos. Vogais Colegas e amigos São apenas três simples folhas para começar por recordar com saudade o início dos anos 90 quando os então membros permanentes do CSM entenderam pela necessidade dos inspectores judiciais se reunirem, o que seria a primeira vez na história desta casa. Estamos conscientes do grau de exigência do cargo de inspector judicial, com particular destaque nos tempos que correm em que a justiça está na ordem do dia. Recordamos Voltaire, que procurando responder à expectativa de, no âmbito da Justiça, apresentar o seu ideal de mudança de criação de uma sociedade liberta de corrupção, de medos, de pressões irracionais, criou o "Prémio da Justiça e da Humanidade" compondo em 28 capítulos o plano que engloba a proporção adequada das sentenças, a sabedoria de juízes, o equilíbrio entre o rigor e a indulgência. Sugere neste seu longo e profundo trabalho, que as leis sejam sempre fundamentadas na razão, na virtude, laicas e sempre de igual vigor para todos os elementos de uma sociedade que se quer livre e em igualdade de deveres e benesses. O século XVIII poderá ainda ser lição! Como escreveu este representante do iluminismo francês "É a lei e não o homem que deve punir." A Justiça é hoje um bem de primeira necessidade e sujeito a solicitações massivas, aqui e ali salpicadas por uma mediatização invulgar, o que torna o seu desempenho alvo de constantes reflexões e considerações tantas vezes injustas e inadequadas. A operacionalização da Justiça e a sua materialização em práticas consequentes, obrigam no tempo presente, por parte de Juízes, Procuradores, Advogados, Funcionários e demais operadores judiciários a uma disponibilidade e dedicação constantes, a um apelo incessante aos valores éticos e deontológicos. Ampliar a esfera de acção da Justiça e ajustar a sua aplicação ao estritamente necessário, deixando de lado as práticas acessórias e inúteis, é o desafio. Se tivermos presente que o desenvolvimento constante de novas tecnologias, a emergência de novos mercados, o lançamento de novos produtos, os novos contornos das relações humanas, exigem uma constante melhoria das organizações, da sua produtividade e qualidade, não podemos deixar de sentir que as práticas da Justiça não podem deixar de ser abrangentes, modernas e flexíveis de modo a potenciarem a confiança a quem ela recorre. Estamos numa posição que nos permite não confundir, ao contrário do que é comum na nossa sociedade, justiça com tribunais. E também sabemos que a justiça não é desígnio exclusivo dos tribunais. Trata-se de uma tarefa comum do parlamento, do governo, do poder local, da administração central, das polícias e também dos cidadãos. Senhor Presidente, nós aqui nos apresentamos, não apenas munidos de uma vontade, mas convictos da sua seriedade. Temos que a vontade não basta, é preciso também que seja séria. Bem hajam. Pedro Maria Cardoso Gonsalves Mourão
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