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GABINETE DE COMUNICAÇÃO / IMPRENSA DO CSM Início de funções do Gabinete de Comunicação do CSM.
Inquérito aos jornalistas que "trabalham " a área da justiça. Os meios de comunicação social tornaram-se uma parte incontornável da leitura que os cidadãos fazem da justiça. Tal mudança decorre da implementação da Lei nº 36/2007 de 14.8.2007 que aprovou o regime de organização e funcionamento do Conselho Superior da Magistratura, outorgando-lhe autonomia administrativa e financeira e que entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2008. O Conselho tem pois novas competências numa área, a da comunicação social, essencial à democratização da justiça. Sendo as funções deste Gabinete de Comunicação prestar informações designadamente sobre: Para tal precisamos da vossa colaboração no sentido de nos dizerem o que acham que está a funcionar mal na relação com os juízes (de notar que tudo o diga respeito ao Ministério Público está fora do âmbito das atribuições do CSM e consequentemente deste Gabinete de Comunicação) e o que para vós podia ser alterado ou melhorado. No início das funções deste Gabinete assume particular importância obter resposta às seguintes questões, o que desde já solicitamos: -tem conhecimento atempado da lista dos julgamentos que vão ter início? -para as obter dirige-se ao Ministério da Justiça, secretarias dos tribunais, juízes presidentes, fontes (advogados, nomeadamente), associações de magistrados judiciais, outros? -tem dificuldade em descodificar a linguagem dos tribunais e traduzi-la para linguagem corrente? Socorre-se de ajuda para o fazer? Recorrendo a fontes, nomeadamente juízes, advogados? -sente-se limitado na escrita dos seus textos pela falta de acesso a uma explicação cabal, jurídica, do que se passou durante uma sessão ou do conteúdo e sentido de uma sentença? -acha importante/ dispensável, para o seu trabalho, sessões/ciclos com especialistas sobre as diferentes linguagens, a dos media e a da justiça? -os profissionais de televisão gostariam que houvesse sessões dedicadas exclusivamente à cobertura televisiva? -acha importante a existência, pelo menos nos tribunais de comarca, no Campus da Justiça na Expo, assim como no Palácio de Justiça, de espaços destinados aos jornalistas, com secretárias, cadeiras, tomadas para ligação dos holofotes de TV, onde possam entrevistar os diferentes intervenientes nos "casos" em julgamento? - costuma solicitar dossiers, peças do processo, gravação de audiências, para consulta e tomada de notas, junto do pessoal dos serviços judiciais (escrivão, director administrativo do Tribunal), ou junto de outros intervenientes no processo, advogados de acusação, de defesa, arguidos? Recebe resposta positiva? - quais as dificuldades com que se debate na circulação dentro dos palácios de justiça, acesso às salas de audiências -acha oportuno a existência de reuniões regulares com o Vice-Presidente do CSM para troca de informações/ agenda de acontecimentos/ esclarecimentos? com que regularidade? - é costume dizer-se que os jornalistas só se interessam pela decisão da 1ª instância, sendo esta decisão muitas vezes anulada na Relação ou no Supremo, não se lhe dando a devida relevância.
Saudações cordiais, |